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Como conseguir clientes para maquininha de cartão: saia da guerra de preço

Por Renan Costa ·

Vender maquininha de cartão virou sinônimo de guerra de taxa. Todo comerciante já tem uma credenciada, e trocar de máquina vira uma disputa por centavos de diferença. Só que existe um comerciante que ainda não tem máquina nenhuma — e é para ele que você deveria estar vendendo. Veja como.

Por que a venda de maquininha ficou tão difícil

O mercado de adquirência está saturado: muitas credenciadoras, bancos digitais e fintechs brigando pelo mesmo lojista. Quando você aborda quem já tem máquina, cai na única alavanca que sobra — o preço. E disputa de preço corrói margem de todo mundo, inclusive a sua.

O problema não é a sua abordagem. É o cliente que você está escolhendo.

O cliente que quase ninguém disputa: a empresa recém-aberta

Toda empresa que abre e vai vender precisa receber pagamentos desde a primeira venda. Sem maquininha e conta PJ, não há caixa. É uma necessidade imediata — e, no dia em que abre, o negócio ainda não credenciou com ninguém.

Isso muda a conversa:

  • Você não disputa a máquina de um concorrente; você é o primeiro a chegar.
  • A urgência de começar a vender faz o preço deixar de ser o único critério.
  • Maquininha é receita recorrente — você ganha em cada transação, por anos.

Aprofundamos essa oportunidade na página clientes para maquininha de cartão.

Onde encontrar quem acabou de abrir

O desafio prático é saber quem abriu, onde e quando — antes do concorrente. As opções:

  • Bater ponto em rua comercial procurando ponto novo: funciona, mas não escala.
  • Parcerias com contadores e escritórios de abertura: bom fluxo, porém limitado.
  • Receber a lista das empresas novas, todo mês: o caminho escalável e previsível.

O volume justifica o esforço: cerca de 410 mil empresas abrem por mês no Brasil, cada uma um novo ponto de venda. Veja quantas abriram na sua cidade para dimensionar sua praça.

Como abordar e fechar

Com a empresa nova, você não precisa vencer pela menor taxa — precisa chegar primeiro e resolver:

  • Ancore na primeira venda. “Vi que você abriu esse mês; já está pronto para receber no cartão desde a primeira venda?” cria urgência real.
  • Ofereça o pacote. Conta PJ + maquininha + recebimento rápido resolve várias dores de uma vez e simplifica a decisão de quem está começando.
  • Fale de caixa, não de taxa. Para quem abriu agora, receber rápido e sem burocracia vale mais que 0,1% na taxa.

Lembre: contato manual e identificado, nunca disparo em massa — veja como abordar empresas recém-abertas sem spam.

Troque a guerra de preço por previsibilidade

Enquanto o mercado inteiro briga por quem já tem máquina, quem prospecta as empresas recém-abertas credencia o cliente livre — e fatura sobre as transações dele por anos. A diferença é ter, todo mês, a lista de quem acabou de abrir.

É isso que o Radar de CNPJ entrega: as empresas novas da sua região, mensalmente, para você credenciar antes de a concorrência sequer saber que elas existem.

Deixe as empresas novas chegarem prontas até você

Todo mês, as empresas que acabaram de abrir dentro do perfil de cliente que você atende.

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